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O envelhecimento da população é um dos maiores desafios da atualidade e está muito presente na sociedade portuguesa. Segundo dados do INE, este fenómeno continuará a aumentar durante os próximos 40 anos, assistindo-se a um aumento do número de pessoas idosas em relação ao total da população.

O envelhecimento deve ser visto como um processo normal, gradual e irreversível de mudanças que ocorrem com a passagem do tempo. Com o passar dos anos começa a ser difícil realizar as atividades básicas do quotidiano de forma independente, podendo ser necessário a intervenção de familiares ou outros cuidadores.

Muitos estudos indicam que manter o idoso em casa deve ser uma opção privilegiada, porque a oportunidade de viver no seu meio e manter as referências que criou ao longo do tempo, é a melhor forma para viver o resto da vida.

Adotar serviços e tecnologias que permitam manter os idosos acompanhados no seu domicílio, de modo a retardar a institucionalização, é uma ajuda fundamental para lhes proporcionar uma boa qualidade de vida, autonomia, conforto e confiança. Em todo este processo é importante não esquecer o cuidador. Grande parte dos cuidados a idosos são assegurados por cuidadores informais, maioritariamente mulheres, e passam por tarefas que podem ir desde a prestação de cuidados alimentares até à prestação de cuidados de higiene e de saúde. Dados apresentados pelo INE, em março de 2017, apontam para situações de sobrecarga e exaustão emocional e psicológica. A maioria dos cuidadores descreve o cuidado como algo dignificante, como um dever moral ou como uma manifestação de gratidão pelo idoso e reconhecimento da família. No entanto, o processo de cuidar de um idoso num contexto familiar pode resultar em limitações na vida quotidiana do cuidador. Verifica-se uma grande sobrecarga financeira e emocional, aparecem limitações que levam à redução de horas de trabalho podendo mesmo levar ao abandono do emprego e há perda de liberdade e isolamento social. Em consequência, alguns cuidadores revelam que a experiência de cuidar é repleta de sentimentos antagónicos: amor e raiva, paciência e intolerância, carinho, tristeza, irritação, desânimo, pena, revolta, insegurança, negativismo, solidão, dúvida quanto aos cuidados, medo de ficar doente também, medo do idoso sofrer ou morrer, culpa,… (SILVEIRA et al., 2006)

O desafio à prestação de cuidados pode ser respondido com a adoção de tecnologias que vêm dar tranquilidade e paz de espírito ao cuidador e mais segurança e acompanhamento aos idosos a seu cargo. Produtos inovadores, capazes de garantir um acompanhamento e monitorização constante do idoso aumentam a sua segurança e transmitem mais tranquilidade e confiança para o seu cuidador. Com um maior conhecimento das opções existentes, que facilitam o apoio a idosos em ambientes domiciliários, tanto os idosos como os seus cuidadores poderão sair beneficiados. Os idosos, serão monitorizados de forma a garantir a sua segurança e desenvolver a sua autonomia e os cuidadores poderão viver mais tranquilos, com menos preocupações sabendo que os seus familiares estão seguros.