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A “Promoção do Envelhecimento Ativo: novas estratégias de respostas sociais, de saúde e bem estar” foi o tema debatido na sessão organizada pela Intellicare, realizada no dia 2 de novembro, no Instituto Pedro Nunes. A sessão contou com a presença de um quadro de oradores, cujo percurso profissional e pessoal tem sido dedicado à análise e estudo desta temática,  pela perspetiva de diferentes abordagens.

A Dra. Teresa Tomé, diretora clínica da USF CelaSaúde, deu-nos a sua visão do cuidador formal. Falou-nos da iniciativa do Centro de Saúde de Celas com o 1º Curso de Ajudantes Familiares, que permitiu formar cuidadores informais de idosos com resultados muito positivos, permitindo o retardamento da institucionalização de idosos. Salientou a importância das novas tecnologias nos ganhos de saúde dos idosos, e na maior informação dos profissionais de saúde para a tomada de decisão clínica, como foi mostrado no projeto de monitorização remota de biossinais com o OneCare Sensing, executado entre a Intellicare e a USF CelaSaúde.

A visão de quem presta o serviço de apoio domiciliário foi-nos dado pela Dra. Emília Biggote, presidente do CASPAE-IPSS, que referiu a crescente procura por prestação de serviços aos idosos, cada vez mais diferenciados, como resposta às reais necessidades do indivíduo. Entusiasmada pelo projeto que implementou e que teve início em setembro de 2015 no CASPAE, referiu, no entanto, que a burocracia atrasa e impede a realização deste tipo de iniciativas. Parte da inovação deste serviço prestado pelo CASPAE está na inclusão de um serviço de teleassistência e acompanhamento inteligente de idosos, que tem permitido o acompanhamento 365/24 dos utentes com recurso ao sistema através do Vivago, trazendo qualidade de vida para os utentes e tranquilidade para os cuidadores.

O testemunho do Dr. Nuno Gomes, diretor da Santa Casa da Misericórdia de Arganil, veio trazer a perspetiva das estruturas residenciais para idosos perante o Envelhecimento Ativo, as mudanças sociodemográficas e o seu impacto no funcionamento de instituições como a que dirige.  A existência de cada vez mais utentes que ingressam nas instituições portadores de demência, obriga a que estes se adaptem à novas tecnologias e recorram a elas para a prestação de um serviço de maior qualidade, que traz conforto ao dia-a-dia dos utentes e ajuda os cuidadores a oferecer respostas mais dirigidas e personalizadas às necessidades de cada um.

Por fim, a Dra. Liliana Baptista, , docente na Universidade Sénior do Mondego, que iniciou a sua atividade no passado mês de outubro, apresentou-nos a importância deste tipo de respostas para a manutenção dos idosos ativos e saudáveis. A sua missão passa por fornecer à comunidade sénior (idade superior a 50 anos) um conjunto de atividades e disciplinas, indo ao encontro das suas motivações, independentemente da escolaridade ou da capacidade económica. Como professora voluntária na escola, refere a interessante partilha de conhecimentos entre crianças e seniores, promovendo o Envelhecimento Ativo e o espírito de convivência e de solidariedade humana e social na comunidade.

A partilha de experiências e reflexões nesta sessão em muito enriqueceram o debate à volta da temática do Envelhecimento Ativo, bem como a participação de todos os convidados.